Milhares de manifestantes foram às ruas de Dacar -- capital senegalesa -- neste sábado (17) exigindo o cumprimento da decisão que declarou inconstitucional a manobra do presidente Macky Sall de adiar por 10 meses as eleições.
O movimento vem três dias após o Supremo Tribunal invalidar o decreto presidencial e a lei que mudavam de 25 de fevereiro para 15 de dezembro as eleições gerais no país da África Ocidental. A corte máxima determinou que o incumbente não pode permanecer no cargo depois de 2 de abril, data constitucional para o fim do seu mandato.
+ Senegal em colapso social com adiamento de eleições
Agora, no primeiro protesto autorizado pelo Estado desde a tentativa de postergar o pleito, os manifestantes exigem que seja fixada uma data para a votação. Sall afirmou que a eleição ocorrerá "o mais breve possível".
Como noticiado pelo Boletim, uma onda de mobilizações varreu o país com a manobra do presidente que está há 12 anos no poder. Senegal era visto como um dos exemplos de democracia na África Ocidental, uma região assolada por golpes de Estado e ditaduras.
Por Victor Hugo Gomes dos Santos
Foto: Christian Pirkl