A polícia da Rússia emitiu um mandado de prisão para a premiê da Estônia, Kaja Kallas, nesta quarta (13). A Chefe de Governo do país vizinho foi acusada de “destruir monumentos aos soldados soviéticos”. Após a invasão da Ucrânia pela Rússia, ex-repúblicas soviéticas retiraram monumentos da época em que Moscou era a sede da 'grande nação'.
O estopim, segunda a imprensa russa, foi o discurso de agosto de 2022 em que a líder defendeu o desmonte de um monumento de um tanque de guerra soviético na cidade estoniana de Narva, fronteiriça à Rússia. Os agentes russos concluíram agora o inquérito.
Outras duas autoridades pró-Ucrânia também tiveram seus nomes incluídos na lista de busca e captura das forças russas: o secretário de Estado da Estônia, Taimar Peterkop, e o ministro da Cultura da Lituânia, Simonas Kairys.
Atualmente, a nação báltica é membro da Otan -- aliança militar ocidental -- e da União Europeia (UE). Dada essas circunstâncias, é improvável que o Kremlin tente uma ação efetiva pra cumprir essa ordem de prisão fora do território russo.
Em publicação em uma rede social, a premiê no cargo desde 2021 afirmou:
“O movimento da Rússia não é nada surpreendente. Mais uma prova de que faço o correto: o apoio firme da UE à Ucrânia é um êxito e prejudica a Rússia. O Kremlin agora espera que esta medida ajude a silenciar a mim e a outros, mas não conseguirão. Ao contrário! Seguirei apoiando firmemente a Ucrânia. Seguirei defendendo o aumento da defesa da Europa".
Por Victor Hugo Gomes dos Santos
Foto: Renee Altrov, CC BY-SA 4.0
