Apesar da disputa acirrada, o líder do Partido Socialista Pedro Nuno Santos reconheceu a derrota para a Aliança Democrática nas eleições portuguesas deste domingo (10). Com 98,9% dos votos apurados, os blocos de centro-esquerda e centro-direita tem resultados parciais parecidos. Os sociais-democratas amealharam 29,5% dos votos e 77 assentos no parlamento, enquanto os socialistas obtiveram 28,6% de apoios e 75 parlamentares.
O Partido Socialista ainda pode se tornar a força política mais votada por conta dos quatro deputados que serão eleitos pelos votos no exterior. Porém, o Pedro descartou a ideia de uma nova "geringonça" para manter seu grupo político no poder. O político fez referência à confluência de siglas que sustentou o governo do atual premiê António Costa no seu primeiro mandato. "Não obstacularizaremos uma solução de governo", cravou Pedro.
Para a coligação de centro-direita Aliança Democrática, liderada pelo Partido Social-Democrata de Luís Montenegro, chegar ao poder deve pactar com o Chega, de extrema-direita, um acordo de governo. A sigla populista mais que dobrou sua força parlamentar. Nas últimas eleições há dois anos, elegeram 12 deputados; agora obtiveram 46 ao menos.
Em coletiva agora a pouco, Montenegro reafirmou seu compromisso de não formar um governo de coalizão com a extrema-direita.
Por Victor Hugo Gomes dos Santos
Foto: Agência Lusa, CC BY 3.0