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ADI apresenta moção de censura para derrubar governo de Américo Ramos

ADI apresenta moção de censura para derrubar governo de Américo Ramos

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Maior partido são-tomense cita degradação da saúde e custo de vida para tentar afastar o premiê;

Reportagem por Victor Hugo

A Ação Democrática Independente (ADI) protocolou nesta quinta-feira (22) na Assembleia de São Tomé e Príncipe uma moção de censura contra o governo liderado pelo premiê Américo Ramos. A manobra política, anunciada a poucos meses das eleições gerais, foi justificada pelo agravamento da crise econômica e social no arquipélago, com destaque para a escassez prolongada de energia e a alta no custo de vida.

Segundo a direção do partido, o Executivo falhou em apresentar soluções para os problemas estruturais do país. "A situação energética complicou-se bastante, o hospital encontra-se em condições degradantes e, de forma geral, o custo de vida da população continua a aumentar sem que o Governo dê resposta", declarou Elísio Teixeira, Secretário-Geral da ADI. Para o dirigente, a atual gestão revelou-se "ainda mais negativa" do que a anterior de Patrice Trovoada.

Apesar de a ADI contar com a maior bancada legislativa de 30 deputados, a aprovação da moção não é garantida. A liderança do partido reconhece abertamente a existência de divisões internas e a possibilidade de parlamentares não seguirem a orientação de voto para derrubar o governo.

"Temos consciência de que alguns deputados não seguem a orientação política da direção do partido", admitiu Teixeira. No entanto, ele reforçou que a iniciativa é necessária para marcar posição: "Mesmo que não seja aprovada, será um sinal claro de que a ADI, enquanto força com responsabilidade política, não assume e demarca-se completamente desta ação governativa".

Contexto Eleitoral

A decisão de romper definitivamente com o governo de Américo Ramos ocorre em um momento estratégico, visando o próximo pleito. Ao apresentar a moção, a ADI tenta se distanciar do desgaste da administração atual perante o eleitorado. Sobre as fraturas internas, o Secretário-Geral tentou minimizar o impacto: "Haverá sempre um grupo de descontentes, como a nossa história demonstra. Mas não vemos nisso um problema maior".

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