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Economia de Israel perdeu R$ 285 bilhões em dois anos de guerra em Gaza

Economia de Israel perdeu R$ 285 bilhões em dois anos de guerra em Gaza

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Israel registrou uma perda de 8,6% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 285 bilhões (US$ 57 bilhões), no biênio até 2025. Os dados são do Banco de Israel e indicam o impacto econômico das guerras conduzidas pelo premiê Benjamin Netanyahu.

As estimativas constam no relatório anual de 2025 do Banco de Israel, considerando principalmente a guerra na Faixa de Gaza. O conflito iniciado em 7 de outubro de 2023 após os ataques do Hamas vitimou mais de 72 mil palestinos, feriu outras 170 mil pessoas e devastou cerca de 90% das infraestruturas civis. O documento também inclui as operações militares realizadas no Líbano e a Guerra dos 12 dias contra o Irã em 2025 que resultou em uma perda adicional de 0,3% do PIB.

Guerra no Irã de 2026

Os números do BC israelense não abrangem os custos do confronto iniciado por Estados Unidos e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro. Nesse cenário, Israel realiza ataques aéreos diários contra alvos iranianos que respondem com ações retaliatórias.

Neste mês, o governo aprovou um orçamento suplementar para 2026 com acréscimo de R$ 68 bilhões (US$ 13 bilhões) para despesas militares.

O presidente do Banco Central de Tel Aviv, Amir Yaron, afirmou que as projeções econômicas foram revistas diante do cenário. "Antes do conflito atual, prevíamos uma taxa de crescimento de 5,2% e uma meta de déficit de 3,9% para este ano", declarou.

Segundo ele, a elevação do déficit e a revisão para baixo do crescimento devem pressionar a relação dívida/PIB. 

Reações à Guerra

Os ataques à Gaza se estenderam por cerca de dois anos, período em que as forças israelenses avançaram sobre a Faixa de Gaza e passaram a ocupar aproximadamente metade do território. O cenário contribuiu para uma crise humanitária e para o aumento de tensões diplomáticas entre Israel e outros países.

Pesquisadores do Banco de Israel identificaram alterações no padrão de exportações durante o período de guerra. As vendas para oito países da União Europeia considerados críticos à atuação israelense recuaram R$ 5,2 bilhões (US$ 1 bilhão) em 2024 e R$ 7,8 bilhões (US$ 1,5 bilhão) em 2025. "Este padrão pode indicar que posições políticas estão influenciando os volumes de exportação para estes países", afirmou o Banco de Israel.

Países europeus repreenderam os excessos de Benjamin Netanyahu contra o povo palestino. Líderes europeus apontaram que Netanyahu prolongou ao máximo o estado de guerra para permanecer no poder. A manobra evitou os julgamentos por falhas na segurança israelense e os vários casos de corrupção e tráfico de influência dos quais ele e a esposa são réus.

Em contrapartida, o comércio com outros mercados apresentou crescimento. Segundo o relatório, esse movimento pode indicar influência de posicionamentos políticos sobre os fluxos comerciais internacionais. 
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