Os partidos devem iniciar negociações potencialmente difíceis e longas na quarta-feira (25) para determinar se o próximo governo será formado por Frederiksen ou por outro líder partidário.
O Partido Social-Democrata de Frederiksen teve sua pior eleição desde 1903 na terça-feira (23), conquistando apenas 38 assentos no parlamento de 179 parlamentares. Isso representa uma queda significativa em relação às 50 cadeiras obtidas há quatro anos.
A derrota ocorre em meio a preocupações dos eleitores sobre imigração, crise do custo de vida e questões de bem-estar social.
O bloco de esquerda de Frederiksen conquistou 84 assentos no parlamento, contra 77 dos partidos de direita. Ambos os lados ficaram aquém dos 90 assentos necessários para obter maioria.
Isso deixa ambos os lados dependentes dos 14 assentos conquistados pelo Partido Moderado, do ministro das Relações Exteriores Lars Lokke Rasmussen. O grupo centrista pode emergir como fiel da balança nas negociações de coalizão.
Os Social-Democratas permanecem como o maior partido danês, com 21,9% dos votos. Isso significa que Frederiksen poderia retornar para um terceiro mandato como chefe de governo após as negociações de coalizão.
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| Foto: Henning Bagger/Ritzau Scanpix/via Reuters |
Groenlândia ofuscada
As questões de política interna ofuscaram o apoio popular à postura firme de Frederiksen em relação às repetidas ambições do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anexar a Groenlândia, território semiautônomo da Dinamarca. Frederiksen alertou em janeiro que uma tomada dos Estados Unidos sobre a Groenlândia equivaleria ao fim da Otan.A guinada à direita da líder de centro-esquerda desgastou o governo frente ao eleitorado. Governando a Dinamarca desde 2018, Mette Frederiksen optou no último mandato por formar aliança com os moderados de centro e com os conservadores de centro-direita. A estratégia da líder danesa atendeu a demandas da ultradireita por restringir direitos de imigrantes, mas isso não evitou com que partidos radicais continuassem crescendo. Por outro lado, Frederiksen desagradou o eleitorado progressista tradicional do partido que migrou para siglas mais à esquerda, como os verdes. Recentemente, o eleitorado da nação escandinava já havia punido o Partido Social-Democrata com a primeira derrota em mais de um século na capital Copenhague.
Apesar da derrota eleitoral, os Social-Democratas mantêm sua posição como maior partido do país europeu. Isso dá a Frederiksen uma oportunidade de tentar formar uma nova coalizão governamental.
A situação política na Dinamarca permanece incerta enquanto os partidos negociam os termos de um possível governo de coalizão nas próximas semanas e meses.
Próximos passos
As negociações para formar o novo governo devem ser complexas, dado que nenhum bloco político alcançou maioria clara no parlamento. O Partido Moderado, de Lars Lokke Rasmussen, terá papel decisivo nas discussões sobre qual coalizão será formada.Apesar da derrota eleitoral, os Social-Democratas mantêm sua posição como maior partido do país europeu. Isso dá a Frederiksen uma oportunidade de tentar formar uma nova coalizão governamental.
A situação política na Dinamarca permanece incerta enquanto os partidos negociam os termos de um possível governo de coalizão nas próximas semanas e meses.
