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São Tomé e Príncipe cria reservas de combustíveis, remédios e alimentos em meio à guerra no Irã

São Tomé e Príncipe cria reservas de combustíveis, remédios e alimentos em meio à guerra no Irã

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Foto: Soly Moses

O governo de São Tomé e Príncipe acelerou a formação de um estoque estratégico de combustíveis, medicamentos e alimentos diante da escalada de tensões no Oriente Médio, especialmente com os riscos ao abastecimento global após os ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã em 28 de fevereiro. A medida visa garantir a segurança do arquipélago, altamente dependente de importações e da conjuntura internacional.

Na última terça-feira (17), um novo carregamento de combustíveis chegou ao arquipélago. Segundo o Ministro das Finanças, Gareth Guadalupe, a importação assegurará o abastecimento nacional por vários meses. "Estamos a fazer a antecipação da próxima importação já para o mês de abril, porque queremos constituir uma reserva estratégica, de combustíveis, medicamentos e outros consumíveis hospitalares e também em gêneros alimentícios", afirmou o ministro.

A decisão responde ao fechamento do Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte mundial de petróleo. "Neste momento com a crise no estreito de Ormuz no Oriente Médio estamos a falar não só do aumento do preço, como também da redução da quantidade de combustíveis que é ofertada ao país", alertou Guadalupe. O governo prevê que 2026 será um ano desafiador para o suprimento de combustíveis e outros produtos essenciais no mercado interno.

Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores manifestou solidariedade às vítimas do conflito e defendeu a proteção da vida humana. "Neste contexto, São Tomé e Príncipe manifesta a sua solidariedade para com todas as vítimas e sublinha a importância de que a proteção da vida humana e a salvaguarda das populações permaneçam no centro das preocupações da comunidade internacional", diz o comunicado.

O texto reforça ainda o compromisso do país com o direito internacional: "À luz dos compromissos assumidos no quadro das Nações Unidas, o Estado são-tomense reafirma a importância da observância do direito internacional entre as nações, cuja preservação é indispensável para evitar um agravamento da situação, com consequências imprevisíveis".

Diante da volatilidade global, autoridades reforçam que a população deve concentrar-se na avaliação das oportunidades e desafios gerados pelas transformações na governança mundial, em vez de se dispersar com disputas político-partidárias e interesses individuais. A criação das reservas estratégicas é vista como passo fundamental para proteger a estabilidade do arquipélago em um cenário internacional cada vez mais incerto.

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