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Lixão a céu aberto em São Tomé gera crise perto da embaixada da Guiné Equatorial

Lixão a céu aberto em São Tomé gera crise perto da embaixada da Guiné Equatorial

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O descarte irregular de lixo em uma área nobre da capital de São Tomé e Príncipe transformou-se em um caso de calamidade pública e violência contra a imprensa. Moradores vizinhos ao edifício da embaixada da Guiné Equatorial e à sede da Federação Santomense de Futebol (FSF) denunciam a formação de um lixão a céu aberto que tem atraído ratos, moscas e causado inundações contaminadas em residências há pelo menos três anos.


Durante a apuração das denúncias no local, uma equipe de reportagem da emissora RSTP foi alvo de ameaças por parte de funcionários da Federação de Futebol, que tentaram impedir o trabalho jornalístico alegando perseguição política.

A situação sanitária no local é descrita como crítica. O acúmulo de resíduos domésticos, somado a animais mortos e água parada, criou um foco de doenças que afeta diretamente a rotina da comunidade.


"É uma calamidade. Quando chove, toda esta água vem diretamente ao meu quintal e inunda tudo, trazendo o lixo junto", relatou um morador que vive na região há três anos. Segundo ele, o mau cheiro é tão intenso que impede atividades básicas: "Não se consegue nem cozinhar ou comer dentro da própria casa por causa das moscas e do cheiro de animais mortos. Tudo isso causa danos à saúde".

A crise teve início após a Câmara Distrital remover uma caçamba de lixo que atendia a região, localizada a alguns quilômetros dali. A remoção ocorreu após reclamações sobre o cheiro, já que a coleta não era regular. No entanto, o poder público não apresentou uma solução alternativa para o descarte.

Sem opção, moradores do entorno, proprietários de bares e frequentadores da região do estádio passaram a depositar os resíduos em uma casa abandonada na via pública, agravando o problema.

Impasse e hostilidade

Os moradores afirmam que irão formalizar uma reclamação por escrito junto à Câmara e outras autoridades competentes, cansados da inércia do poder público.

A Federação Santomense de Futebol, por sua vez, recusou-se a gravar entrevista oficial. Nos bastidores, a entidade alegou que realiza limpezas frequentes no local e que tem cobrado a Câmara pela regularização da coleta. Contudo, o clima pesou durante a reportagem: funcionários ligados à Federação hostilizaram a equipe da RSTP, classificando a matéria como uma "encomenda política".

Em nota, a emissora RSTP repudiou as agressões verbais, reafirmou seu compromisso com a verdade e condenou qualquer tentativa de intimidação contra seus profissionais.

Foto: RSTP
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